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5 de fevereiro de 2026
A angústia não é uma emoção qualquer.
Ela pode muitas vezes parecer ruim, bem desconfortável, mas será que a podemos tratar assim?
Diferente da ansiedade, da tristeza ou da raiva, ela aparece sem nome, sem direção, sem um motivo claro. E talvez por isso ela seja tão difícil de suportar.
Na escuta psicanalítica, a angústia não é tratada como algo a ser eliminado, mas como algo a ser escutado. Ela aponta para um furo no saber, uma ruptura entre o que se sente e o que se pode dizer. E é justamente aí que começa o trabalho da análise: dar lugar ao que ainda não tem forma.
Muitas vezes, a angústia surge quando estamos diante de escolhas, quando algo do nosso desejo aparece em conflito com as expectativas do mundo. A análise não vem resolver esse impasse, mas sustentar a pergunta: de quem é o desejo que estou seguindo?
Talvez a angústia esteja dizendo: “há algo seu que você ainda não escutou.”
🧠 Se sua angústia está pedindo por escuta, talvez seja hora de se colocar em análise.
Estou aqui, caso queira falar sobre ela !