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5 de fevereiro de 2026
Vivemos tempos acelerados, onde a eficiência, o desempenho e a utilidade ganharam espaço até mesmo dentro das relações humanas. O outro passou a ser visto, muitas vezes, como um meio, não como um fim em si.
Frases como “não me serve mais”, “me atrasa”, “tô cercado de gente folgada” se tornaram comuns. É como se, para sermos aceitos, precisássemos sempre performar, entregar algo, ser úteis de forma constante. Mas o que sobra disso tudo? Onde fica o afeto, a presença verdadeira, o cuidado mútuo?
Estamos cada vez mais exaustos e isolados, e talvez uma das causas seja essa: a transformação das relações em contratos silenciosos de produtividade emocional.
Na análise, olhamos para isso. Como você se relaciona? Por que atrai ou repete certos padrões? O quanto tem se permitido ser cuidado, mesmo quando não está “funcionando direito”?
Cuidar de si também é questionar essas lógicas. Você não é uma máquina. E nem precisa se provar o tempo todo para ser merecedor de vínculo.