Tem dias em que a vida ainda nem aconteceu, mas por dentro a gente já viveu tudo.

Já imaginou a resposta, o problema, a decepção, o desfecho. A mente se adianta, tenta prever, organizar, se preparar. Como se pensar antes pudesse diminuir o impacto daquilo que ainda nem chegou.

Só que esse movimento cansa. Não porque pensar seja ruim, mas porque viver em antecipação consome presença. A pessoa está aqui, mas uma parte dela já foi para amanhã. Já entrou numa conversa que ainda não aconteceu, já tentou resolver um cenário que talvez nunca exista, já sentiu um sofrimento que ainda não tem forma.

No fundo, esse adiantamento costuma nascer de uma tentativa de proteção. Se eu prever, talvez eu sofra menos. Se eu imaginar tudo, talvez eu me sinta mais segura. Mas nem sempre funciona assim. Muitas vezes, o excesso de antecipação só prolonga a angústia e rouba a delicadeza do agora.

Voltar para o presente nem sempre é fácil. E nem precisa ser uma grande transformação. Às vezes, começa em gestos pequenos. Sentir o próprio corpo. Perceber onde os pés tocam o chão. Fazer uma tarefa simples com mais presença. Respirar sem tentar resolver tudo ao mesmo tempo. O presente não elimina a incerteza, mas pode devolver um pouco de chão.

Talvez amadurecer também tenha a ver com isso, perceber quando a mente corre na frente e, com gentileza, convidá-la a voltar. Nem tudo precisa ser vivido antes. Algumas coisas podem simplesmente ser encontradas quando chegarem.

Cuide de você da forma possível e gentil com você!

Quando a mente se adianta...

Tem dias em que a vida ainda nem aconteceu, mas por dentro a gente já viveu tudo.

Já imaginou a resposta, o problema, a decepção, o desfecho. A mente se adianta, tenta prever, organizar, se preparar. Como se pensar antes pudesse diminuir o impacto daquilo que ainda nem chegou.

Só que esse movimento cansa. Não porque pensar seja ruim, mas porque viver em antecipação consome presença. A pessoa está aqui, mas uma parte dela já foi para amanhã. Já entrou numa conversa que ainda não aconteceu, já tentou resolver um cenário que talvez nunca exista, já sentiu um sofrimento que ainda não tem forma.

No fundo, esse adiantamento costuma nascer de uma tentativa de proteção. Se eu prever, talvez eu sofra menos. Se eu imaginar tudo, talvez eu me sinta mais segura. Mas nem sempre funciona assim. Muitas vezes, o excesso de antecipação só prolonga a angústia e rouba a delicadeza do agora.

Voltar para o presente nem sempre é fácil. E nem precisa ser uma grande transformação. Às vezes, começa em gestos pequenos. Sentir o próprio corpo. Perceber onde os pés tocam o chão. Fazer uma tarefa simples com mais presença. Respirar sem tentar resolver tudo ao mesmo tempo. O presente não elimina a incerteza, mas pode devolver um pouco de chão.

Talvez amadurecer também tenha a ver com isso, perceber quando a mente corre na frente e, com gentileza, convidá-la a voltar. Nem tudo precisa ser vivido antes. Algumas coisas podem simplesmente ser encontradas quando chegarem.

Cuide de você da forma possível e gentil com você!

Uso de cookies - Guardamos estatísticas de visitas para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossa Política de Privacidade.